20 maio 2007

The Thrills - Not for All the Love in the World


Acho que não sei viver em contra-relógio. Pior do que isso... acho que não sei viver uma coisa de cada vez. Quero fazer tudo e não quero perder nada. Ou então quero apenas um bocadinho para ficar aqui, sentada, quieta. Só que não é fácil este estar sozinha no aftermath; custa perceber quão de tudo o que nos rodeia é realmente importante.

Bem sei que não foi pelas melhores razões que entrei naquilo. Também sei que nem sempre vi e ouvi o que devia e que raramente fui parcial. Tornou-se uma casa, though. Se o que define casa é um sítio para onde vamos e nos conhecem... nem sempre nos recebem da melhor maneira, mas nunca nos fecham a porta na cara. Melhor ou pior, os ocupantes passam a fazer parte da nossa vida. Sei que não expliquei tudo; sei também que não perguntaram com grande vontade de saber. Achei que estava a fazer o melhor que podia. Achei que esta sim era a melhor decisão. E ainda acho. Mas como em tudo na minha vida... acabo sempre por achar que podia ter feito de outra maneira, que podia ter evitado muita coisa. Mas não podia. Claro que não podia. Há coisas que não estão ao nosso alcance. A vida não dura muito e eu sinto-me a perder tempo.

Demasiados planos. Demasiadas perguntas. Demasiadas dúvidas. Tanto medo de que as coisas não tenham um final minimamente agradável. E não... não adiantou de nada terem avisado que isto ia ser assim. Não muda em nada a maneira como me sinto. Acho que nem todo o amor do mundo podia fazer com que pensasse de outra maneira; agora, neste instante.

Gostava que me percebesses sem que eu tivesse sequer de falar.

I'm fooled by something inside my head
If I lay down now
I might seem kinda dead...
Just keep on wasting time.


Não, não deve ser assim que as coisas funcionam. Ou, pelo menos, sempre quis acreditar que não. Sim, já sei... Sou too self-conscious and self-controlled. But so what?

18 maio 2007


A partir de amanhã, novas prioridades no pensamento:

Concertos, concertos, concertos, concertos, concertos, concertos, concertos, concertos, concertos, concertos, concertos, concertos, concertos, concertos; festivais, festivais, festivais, festivais, festivais, festivais, festivais, festivais, festivais, festivais, festivais, festivais, festivais; férias, férias, férias, férias, férias, férias, férias, férias, férias, férias, férias, férias, férias, férias, férias, férias, férias, férias, férias;

e depois... haja bebida, sol, praia, amigos, música da boa e da putice, com a dita a acompanhar (de preferência)! :D

14 maio 2007

I'm secretly on your side.


Estou tão cansada que nem consigo forçar-me a dormir. Sinto que devia e sei que o corpo precisa desse descanso, mas deito a cabeça na almofada e não consigo coordenar ordens com acções. Que raio de semana.

Acho que mesmo quando não se quer, as coisas que acontecem mudam-nos os planos que tínhamos previamente delineado. Deve ser normal uma azáfama quando se planeiam festas. Ou passeios, ou nadas. Há pormenores a que dou muita importância, outros que nem por isso. De vez em quando, deixo que pensem que estão a decidir coisas por mim. Deixo-me levar por essa ilusão de que alguém pode ter um controlo sobre a minha vida, os meus gostos e as minhas decisões. É estranho. Não é real, though. E tu sabe-lo, mesmo que finjas que não.

13 maio 2007

Lie in the bed you know or go.


Durante a semana traços planos para mil e uma coisas que quero fazer nas 48h do fim-de-semana. É inevitável, acho eu, que assim o seja. Fico com os minutos todos contados e com os trajectos já todos planeados. Não me importo, a sério que não. Contudo, não passa de uma ilusão.
Primeiro, porque nada sai como planeamos e segundo porque eu nunca consigo saber nada com muita antecedência, no que diz respeito aos sítios onde vou e com quem estou.

Não sou nada calculista e até costumo ser espontânea q.b., daí os planos saírem todos baralhados. Até combino coisas em cima umas das outras, porque a cabeça já não é o que era. Depois esqueço-me das pessoas e dos assuntos, não é bonito. Durmo pouco e mal vejo os ruços com quem vivo. Falho a coisas que já são um tanto ou quanto habitué e não tenho como me justificar. Isto tudo porque acho que devo ser mais organizada com o tempo livre de que disponho.
Que parvoíce.

Quando era miúda e os amigos se dividiam em várias frentes, costumava sentir-me da mesma maneira. Desdobrava-me em várias para conseguir fazer tudo e estar com todos em tempo igual. A mãe dizia-me sempre: "Não podes assistir a todos os altares, S.!" Achei sempre que ela estava a exagerar e as coisas só acalmaram mais quando a rotina mudou. Mas, e conforme o que sempre me disse, a mãe tem sempre razão. :)

Não posso assistir a todos os altares, não posso agradar a toda a gente, não posso fazer com que toda a gente me compreenda e perceba a razão de certas atitudes que tenho e/ou decisões que tomo. E depois? Isso é grave? Pois, já ouvi dizer que não... mas alguém consegue explicá-lo ao Tico e ao Teco? É que anda a tornar-se complicado. Ironicamente, dizer que não foi das primeiras coisas que aprendi, mas hoje é das que mais me custa a assimilar. E isto toma proporções brutais, quando o assunto toca oportunidades de estar calada. "Ah, gostava de ir, mas não tenho dinheiro" - não sejas parva, eu empresto-te. "Oh, queria saber arranjar aquilo, mas não percebo patavina" - não te preocupes, eu passo aí e resolvo-te isso. "Estou mesmo a sentir-me mal, precisava de desabafar" - eu deixo o que estou a fazer e vou já para aí. "Oh, não sejas parva, assim ficas tu prejudicada" - cala-te e vamos embora. "Não, achas que te fazia isso? Alguma vez te falhei?" - não, não... está tudo bem. "Não consigo lidar com isto, não consigo" - calma, não fiques assim, eu posso ajudar.

Tenho um mau feitio do tamanho do mundo, quando me chega a neura, torna-se mesmo complicado dar a volta a certos assuntos... mas sou uma estúpida com pessoas de quem gosto. E prejudico-me sim, para dor de cabeça da mãe, que revê em mim muitos erros que também ela cometeu.

Eu não queria passar do 8 para o 80, queria apenas que as coisas acontecessem uma de cada vez. Queria poder dormir mais, ter mais tempo para mim e para as coisas de que gosto. Queria receber um bocadinho daquelas pessoas a quem dou tanto. Queria que não me mentissem, só porque sim. Queria que não me usassem, só porque sabem que perdoo. Queria que não se afastassem sem uma justificação, só porque sabem que depois as aceito de volta. Queria que me dissessem que não, quando depreendem que me vai prejudicar. Ninguém tem obrigação de nada, nem com ninguém... mas isso também é só uma maneira de falar. Não é propriamente verdade e toda a gente o sabe.

E estou cansada. Cansada ao ponto de há já uma semana não conseguir ler no autocarro. Cansada ao ponto de não ver séries. Cansada ao ponto de não conseguir dormir, quando me deito de noite. E queria parar com as correrias, queria ter um colo onde me aninhar quando as coisas não correm exactamente como planeei. Devo ter sido eu que escolhi ter uma vida assim, até porque já dura desde que me lembro de ser gente, mas, ao contrário do que acredito, às vezes é mesmo possível mudar determinadas coisas. E eu quero; quero mais do que tudo mudar esta maneira de agir... esta loucura de dias e de noites em que não devia haver necessidade deste desgaste. Quero porque sim, porque só eu posso ser minha amiga a sério.
Eu sei, eu sei disso.

Sorte que tenho a melhor música do mundo para ouvir... pelo menos, a melhor música do meu mundo.

11 maio 2007

Imogen Heap - Useless


É isso, sim. Uma chapada daquelas bem grandes, mas que nem nos toca.
Aquela pessoa ali não sou eu. Aquele ali, és mesmo tu?

25 abril 2007

The Slip, Life in Disguise


Well the world is only a stage

And I'm just a man
With a sound caught in his throat
And a pick in his hand
But when the song comes tumbling out you understand
There's no great demand

Well it's there under your breath, behind your eyes
And you don't have to say nothing cause I realize
That everything somehow in someway eventually dies
It's life in disguise

It's your room and your board and your fireside
It's a shell that's been washed by a million tides
And if you're there you can see just how bright it shines

When there's nobody left in your heart, left in your head
When the whole world has packed up in shadows and left you for dead
When you can't fake a smile and you just can't get out of your bed
When the people you led turn to you looking so hungry and bare
And you were the one that had brought them there
And all you can do is just stare at your hands and whisper my name

22 abril 2007

Klaxons - Golden Skans


Depois de mais de cinco anos a viver nesta casa, ontem voltei a apaixonar-me por ela. Há já uns tempos que andávamos meio zangadas uma com a outra... por nada em especial, temos tidos uns horários complicados de conciliar. Umas tarefas que implicam não desfrutar dos momentos juntas da melhor maneira. :)
Ontem, numas poucas horas e sem os homens em casa, eu e a mãe demos a volta a isto tudo - como deve de ser - e não tardou a que o cheiro a Primavera (que é como quem diz a um daqueles produtos que lava o chão e que tem cor LOL) emanasse por toda a casa. Não que isto só aconteça na Primavera (ahem) , mas ultimamente andava a ser um pouco injusta - não só com a casa, mas sobretudo com a mãe.
Foi aí que, do nada, redescobri aquele cantinho. Era início de tarde, o sol já não batia directamente, mas continuava a aquecer a parede do lado de fora. Sentei-me no chão da varanda... encostada à minha janela e pensei... que saudades de te querer tanto. De querer esta casa, pela qual me apaixonei desde o primeiro momento. E até nem fui só eu... visto que a comprámos. :)

Nada como trabalhar em equipa com alguém de quem gostamos; nada como depois ver o resultado desse trabalho; nada como depois aproveitá-lo. Tudo ao som da melhor música.
E ainda ter tempo para passar o resto do tempo livre na rua, a aproveitar o sol, a companhia e as noites em que já sabe bem chegar tarde. Sabendo sempre que ela continua aqui, de braços abertos e com os cantinhos todos disponíveis, mesmo quando o nosso mau feitio nos coíbe de lhes dar o devido valor. Se ao menos o produto que lava o chão pudesse wash off as lembranças entranhadas por todo o lado. As boas e as más.

O John Howard Payne tinha toda a razão quando, em 1823, se lembrou de escrever a letra para a música Home, Sweet Home. Se gostarmos do sítio onde vivemos, pouco ou nada nos pode meter medo, porque temos sempre um porto seguro para onde voltar. Pior é quando crescemos e percebemos que nada dura para sempre, contrariamente ao que aquelas histórias que nos contaram faziam crer. Mas bom, uma coisa de cada vez. :)

A hall of records, or numbers, or spaces still undone. (L)

Quem faz festas a galego, ainda mais galego é.

Já dizia a minha avó I. e acho que ela tinha - definitivamente - razão.
So, I guess I'm over and done with it.


And we'll both take our revenge
But we still don't feel any better
(...)
I'm scraped and sober, but there's no one listening to me at all.

19 abril 2007

Here with me


Não é por mal, R., a sério que não. É só que… os dias passam. Os meses, os anos. As coisas acontecem e vão-se sucedendo. A vida continua sem nunca parar; ainda que todos quiséssemos um pequenino intervalo.

Não é que não continue a doer; claro que dói. Não é por te ter esquecido, nada disso. São vários os dias (e noites) em que me lembro de ti. O olhar que cativava e aquele sorriso bom. Ninguém te substituiu. Sei que até podes pensar assim, mas não é verdade. Aliás, eu até gostava de poder falar mais de ti, das poucas coisas que ainda tenho para contar... mas não é fácil achar quem me oiça sem constrangimento. Better yet, é extraordinariamente difícil. As pessoas não lidam bem com estas coisas, sabes? Fazem aquele sorriso desajeitado e percebo que tenho de me calar ou, pelo menos, de mudar o assunto. Não tem mal, é compreensível. Acho eu.

Contudo, isso não muda em nada o que se passa entre nós. Não muda em nada a falta que me fazes. E não é parvoíce, não é paranóia... há coisas que acontecem por um motivo, mas R., esta não foi uma delas. Ou então... eu ando muito equivocada sobre o assunto.

Já viste bem quantos anos passaram? Consegues perceber como tudo mudou? Consegues ver como a evolução tem sido complicada?
Acho que ainda ninguém passou da fase de adaptação. Por isso é que o silêncio continua a ter este peso. Por isso é que pouca gente se digna a falar contigo, a ouvir o que tens para dizer. Eu gostava de poder ficar mais tempo lá sentada, junto de ti. Gostava de, numa realidade paralela, poder ouvir-te rir, contar histórias, dizer coisas que só miúdos com quase 7 anos dizem. Gostava de saber como entoarias as palavras, como conjugarias mal os verbos mais difíceis.
Gostava de saber se continuas a bater palmas quando estás contente. Se a praia ainda é para ti das melhores coisas. Se continuas a detestar o amarelo. Se já te fartaste do nosso jogo das mãos.

Eles herdaram muito de ti, sabes? Toda a gente finge não ver, mas há muitas coisas das que eram tuas neles. Acho que irias adorá-los. Não por obrigação ou pelo sangue, mas porque são miúdos extraordinários e repletos de pormenores que só tu irias entender. Sei que sim.

Eu hoje dava tudo por um abraço; daqueles que já sabias dar tão bem. Dava tudo por umas festas no cabelo, daquelas que fazias quando o sono já apertava. Dava tudo por te sentar no meu colo agora que já és grande, como outrora fazia quando não passavas de um bebé crescido.

Tudo mudou, R.; não é só de agora. Não foi só este ano. Às vezes sinto-me culpada por não me lembrar o suficiente. Fico triste por já não conseguir recuperar o teu cheiro; o teu toque. O coração fica apertado quando revejo na memória todos os minutos daqueles dias. O branco não foi o suficiente para que pudesses acalmar as almas perdidas. Sabes bem que, a única coisa que me consola, é a certeza absoluta de que não estás sozinho. É saber que tens agora, tal como eu tive, oportunidade de poder crescer junto das duas pessoas com o melhor coração deste mundo. Tens a sorte de ser mais amado ainda, por uns (bis)avós que te consideravam como (bis)neto. E digo-te, aqui entre nós que ninguém nos ouve, não há ninguém que dê melhor mimo do que esses dois tontos, que tudo fizeram para que nunca nada me faltasse.

Confia em mim; há amores que não precisamos de conquistar, são-nos oferecidos. E o meu será sempre o teu.

16 abril 2007

Oasis - Stop Crying Your Heart Out






"You can't change who people are without destroying who they were."
Jason Treborn







Conheço algumas pessoas que se arrependem das coisas que não fizeram; outras que não se arrependem de nada, porque acham que a vida é mesmo assim - cheia de coisas que não controlamos; outras que acham que tudo tem uma razão de ser; outras que acham que o destino já nos tramou a todos e que estamos aqui mesmo só a cumprir o que já traçaram por nós; outras que nem sabem a quantas andam e que também não querem saber; outras que fazem tudo certinho e direitinho, mesmo que depois no fim nada as faça respirar de satisfação; outras que se arrependem de muita coisa, mas que já não têm tempo para pensar nisso e outras que têm as suas próprias ideias. Conclusão? Conheço demasiadas pessoas! LOL

Acho que sempre me arrependi mais do que fiz do que daquilo que não fiz. Até porque há poucas coisas que não tenha feito, na acepção do tipo de coisas que poderíamos pensar duas vezes antes de as fazer. Dizem que é característica de uma pessoa impulsiva. Txaram, here I am.

Aprendi com o tempo que é estupidamente difícil contrariar as coisas que moldam a pessoa que somos. E aprendi sempre à custa de dramas, histórias e filmes daqueles que podiam ter tido público, plateia ou audiência. Perdi a conta às vezes em que imaginei como o rumo das coisas teria sido outro, tivesse eu agido de maneira diferente aqui e ali. Claro que depois percebia que alterando algumas coisas, impedia que outras tivessem sequer existido e ficaria tudo demasiado estranho. E se numas vezes cheguei à conclusão de que isso seria uma boa solução; noutras percebi que nada deve ser evitado assim e que as coisas têm o seu rumo natural.

Recuso-me a achar que tudo o que aconteceu de errado até aqui tenha sido, única e exclusivamente, culpa minha. Até porque seria irreal pensar dessa forma. Contudo, nas vezes em que imaginei fins diferentes para a mesma história, era sempre eu que mudava aqui e ali. Ou talvez nem sempre, agora que penso mesmo nisso. Deve ter a ver com a perspectiva das coisas. Deve ser normal que só vejamos a nossa versão modificada com tanta nitidez. Conhecemo-nos, sabemos exactamente os pontos fracos e onde dói mais.


Numa altura da minha vida em que andava neste impasse em todos os minutos dos meus dias, fui com a minha amiga C. (grande companheira de inúmeras tardes de cinema, durante o chamado período académico) ver o Butterfly Effect. Assim à toa, sem saber bem de que se tratava. Como aliás vou quase sempre, para grande desespero da P.! LOL
Enfim.. vim de lá com um aperto no coração; com um daqueles nós na garganta que se transformariam num pranto, caso o abraço certo tivesse chegado ali e naquele momento oportuno. Claro que não chegou, até porque fiquei em tal apatia que não consegui articular palavra. No caminho para casa nesse dia, revi todas as coisas que outrora tinha magicado. Todas as voltas e reviravoltas que faziam parte do mosaico paralelo ao da minha vida real. Acho que nunca nenhum filme me disse tanto assim logo à primeira. Acho que nenhum outro filme foi tanto ao pormenor de uma coisa que eu já sentia há tanto tempo. Claro que eu e o Evan temos vidas completamente diferentes, claro que ele é ficção e eu não (pelo menos na maior parte do tempo!), mas o mosaico dele era surpreendentemente compatível com a minha esperança de que as coisas podiam ter sido diferentes. E não digo só em relação a ti, ou a ti ou àquilo ou à outra coisa, digo em relação a inúmeras coisas pequenas que, numa existência paralela, teriam forçosamente de ser adaptadas.

Há uns dias, um amigo disse-me que o filme ia dar na TV. Há já uns tempos que não revia o filme; em 2005 "apresentei-o" a várias pessoas e vi-o sem contar as vezes. Assim, acabei por me render ao puro prazer de ficar de novo colada a um enredo que me diz tanto. E, como se não bastasse, a introdução da música no final.. aquela música, A música, que funde todos os bocadinhos dispersos ao longo do filme, todos os bocadinhos da nossa vida que também precisariam de remendos e que os cola permanentemente num outro mosaico que já não tem volta, que já não pode ser transformado nem mudado.

Isto é o que temos. Isto é o que tenho. Não adianta remoer muito mais no assunto. Fico-me só grata por um dos melhores filmes da minha vida. :)

Bloc Party - I Still Remember


Hoje acordei com saudades tuas.
Assim, do nada e sem aviso prévio. Talvez tenha sonhado contigo, mas não me lembro.
Sei que foste a primeira coisa em que pensei assim que acordei. Depois, naquele bocadinho entre o acordar e o toque do despertador, fiquei a olhar para o vazio lembrando-me de diversas coisas. Nestas manhãs (que cada vez parecem ser menos frequentes), lembro-me sempre de uma coisa nova. Nada muito importante, mas sempre uma daquelas pequenas coisas que deviam ter perdurado a certeza do certo que tudo me parecia naquele momento.
Os minutos demoram mais a passar quando penso em ti. Sobretudo de manhã. E sei que vou tirar de todas as músicas que vou ouvir no caminho um ou dois versos que se adequam perfeitamente a cada um dos momentos lembrados. E depois sorrio. Não é um sorriso daqueles que consegue iluminar uma sala, mas também não é bem um sorriso triste. Sei que fico a olhar interminavelmente no vazio. Claro que depois há sempre qualquer coisa que me chama a atenção e o momento pára. Abruptamente, sim, mas só por um instante. É difícil deixar de pensar em ti quando o dia começa desta maneira; mais ainda quando vou naquele trajecto sozinha.
Contudo, a vida não é feita de paisagens pela janela. E quando o meu dia realmente começa, já estás bem longe do meu imaginário. Pelo menos, longe daquele bocadinho que me faz sorrir para ninguém. Longe daquele bocadinho que teima em ficar comigo e que faz de ti o objecto dessas saudades que me fazem acordar de uma maneira tão diferente.

06 abril 2007


You're the echoes of my everything,

You're the emptiness the whole world sings at night.
You're the laziness of afternoon,
You're the reason why I burst and why I bloomed...
You're the leaky sink of sentiment,
You're the failed attempts I never could forget.
You're the metaphors I can't create to comprehend this curse that I call love...

How will I break the news to you?

25 março 2007





Só porque a gorda deixou. E porque é giro. :)

The Kooks
Kaiser Chiefs
Maximo Park
Bloc Party
Klaxons
e... Arctic Monkeys!

Saudades de Inglaterra. Tantas.

22 março 2007


Há coisas beras e há coisas más. E depois há coisas por que já esperávamos e outras que só nos faltava ter a certeza. E ainda há aquelas que nos doem e as que nos deixam com tal nó na garganta que parece que tudo em volta fica blurry.
E depois há o compreender e perceber. Há que admitir o erro e não pensar mais no assunto. Nos entretantos, though, há também que aceitar e, o pior de tudo, que nos resignarmos por agora já não se poder fazer nada que mude a situação.

E sei que também te sentes assim, sei porque era uma coisa para as duas... mas, ora essa... os planos podem divergir agora, contudo a meta será exactamente a mesma.
Palavra de gorda. []

"At the end of the day, I'm just not very good at being at my own, and seeing Sean tonight threw me. It's so much easier to get over people when you can pretend they've stopped existing – almost as if they've died. You feel sad rather than angry. You can grieve. And I think it helps you to move on. But it means that when you do see them it's that much more painful, a big fat reminder that they're out there, living their life, not giving you a second thought."

in Brand New Friend, Mike Gayle


*sighs*
Bom, há livros assim. Parece que encaixam. :)

20 março 2007


"Rob wondered whether they were talking about the latest series of
Alias, which had just started on cable, because that was a conversation he was dying to have with someone who actually cared."

in Brand New Friend, Mike Gayle


Lindo! :D
As coisas que me acontecem quando os livros são randomly pick na prateleira de Literatura Inglesa da Fnac. C., só me lembrei de ti e como terias adorado se te tivesse acontecido o mesmo. :P

08 março 2007

Symphonie pour les Etoiles


Acordo e sei, pelo barulho que vem do exterior, que ou choveu ou está a chover. Não gosto muito do som que os carros fazem quando passam no chão molhado. Ainda assim, e por mais que tentasse enganar o despertador, levanto-me. Um dia daqueles, mas com perspectivas de um final risonho.
Sei que nem vale a pena levar o livro hoje, tenho demasiado sono. Nem às sms da noite anterior respondo; não me consigo concentrar. Acho que o facto de me deitar e de acordar com isto a doer não facilita. Sei que vai demorar semanas até que passe e feche minimamente, mas enfim.

Há dias em que o trabalho ali é mecanizado. Ontem foi um deles. Contudo, é curioso o afinco com que se trabalha quando se sabe que se vai sair mais cedo. Seja por que razão for... o entusiasmo de sair mais cedo é algo que só se vive na primeira pessoa, não dá para explicar. Mas vá, nem consegui aquilo. E queria, mesmo. Bem sei que não se pode ter tudo e eu já tinha desistido do Francês há muito.
Entre isso e o sol que afinal brilhava, acho que escolho o sol. Ou então a relação mais íntima que já tive com um frigorífico... e nem era meu ou de alguém que conheça. Quer dizer, era mais ou menos, but not quite. Foi giro. Isso e o jantar num sítio também engraçado.
E eu sabia... há muito que sabia que só ao vivo ia perceber a magia. Sabia que só ali ia fazer sentido; comigo sentada a observar de onde surgia aquela música que parece vinda das estrelas, aquela música que faz mexer os pés, mas que adormece a alma. Fui paciente.
Tenho um espírito do contra; acho que sempre tive. Quanto mais me falam de uma coisa, menos atenção tomo. É como se o mundo pudesse avançar uns bons quilómetros à minha frente e eu nem queira reparar. Não me importo de ficar para trás. Vou no meu próprio passo e também chego lá; sério que prefiro assim.
Então, ali fiquei. Completamente extasiada, tentanto (e durante um bocadinho não conseguindo) ignorar o bichanar que me rodeava. Ali, sentada, só a ouvir. Só a alimentar o corpo de coisas tão positivas como aquele calor do início de Primavera (que já não tarda).
Soube, naquele momento, que não há nada de errado comigo. Ou com o mundo. As coisas acontecem e pronto.

E acordei hoje a pensar assim; sem medo. Obrigada, Yann Tiersen. :)

04 março 2007

Seriously?


You seriously wanna know what's wrong?
Seriously?
You seriously wanna know what's going on?

Seriously?
Well, I don't think you should. Want or know. Seriously.