19 abril 2010
13 fevereiro 2010
23 novembro 2009
27 junho 2009
24 fevereiro 2009
A vida tem coisas estranhas. Não sou só eu que o digo, há mais gente que o afirma. E todo o tempo que perco a pensar como escrever o que quero dizer, torna-se inútil aos olhos de quem não procura nada, de quem só espera receber.
E não me queixo; por agora, não me queixo. Mas terás de me ouvir, terás de me entender, porque a vida tem coisas estranhas e são as pessoas e as relações que criamos com elas que nos permitem manter um pé firme nisto a que chamam de realidade. No lo tengo muy claro, para ser sincera, mas prefiro acreditar no que me vai chegando aos ouvidos cada dia.
Não somos iguais, mas somos todos muito parecidos.
Eu, tu e todos os demais. E não me queixo. Não é disso que se trata.
Mas opino, muito e em quantidades industriais.
It's what I'm made of. Y tú lo sabes.
07 dezembro 2008
Descobri que há coisas que podemos lembrar-nos menos.
Não esquecer, lembrar menos. Ou seja, retirar-lhes importância.
Uma das regras é não guardar ou registar nada que nos possa levar ao momento que pretendemos esquecer. Quero dizer, não lembrar.
Nada disto justifica a ausência ou é sequer justificação para o facto de estar semanas sem escrever. Partilhava apenas uma das coisas que descobri nos últimos tempos. Ou melhor, que assimilei.
29 setembro 2008
27 setembro 2008
04 julho 2008
Sento-me aqui e começo a escrever; coisas sem sentido, frases que não se interligam entre si. Acho que tenho demasiada coisa para dizer e uma vontade nula de me debruçar sobre os assuntos. Sei que esta situação não será pendente por muito mais tempo... Já mudei de instalações e tudo. E que giras ficaram! :D
E depois ainda é o nervoso de voltar a um sítio onde vivi coisas muito boas e outras muito más. É o saber que vou rever duas pessoas que, a bem ou a mal, fazem parte e também ajudaram a criar aquilo que sou hoje, sobretudo a M., que é, na verdade, como olhar-me no espelho. E dá medo. Dá medo não saber como serão as coisas depois... dá medo saber que me vão espetar coisas e me vão magoar, com a promessa de que depois tudo melhora. Quem me garante? E o abraço, onde está?
E, como se não bastasse, há conversas parvas que não lembram a ninguém, numa altura como esta. Há coisas que se fazem com a melhor das intenções e, no fim, parece que não era bem aquilo e a p*ta somos sempre nós, já dizia o meu amigo M. Guardião. Olha, é o que temos.
Por agora, continuo por aqui. Tentando não pensar muito no que está para vir, neste futuro imediato. Tentando não dar importância às semanas que se sucedem, arrastando consigo uma saudade já anunciada. E claro, podia falar sobre tudo isto; mas, com quem? :)
"We'll love you just the way you are
If you're perfect."
30 junho 2008
19 junho 2008
09 junho 2008
26 maio 2008
Death Cab for Cutie, Grapevine Fires
Ninguém fala melhor sobre este tema.
Ninguém me deixa mais tranquila com a maneira como canta sobre o assunto. Depois de "What Sarah Said", acho que encontrei a outra canção a tocar no meu funeral. :)
...We bought some wine and some paper cups
Near your daughter's school when we picked her up
And drove to a cemetery on a hill
On a hill
And we watched the plumes paint the sky gray
But she laughed and danced through the field of graves
And there I knew it would be alright
That everything would be alright...
Começo a achar que não tenho queda para isto dos blogues. Não é que não tenha muito para dizer ou vontade de escrever, mas acabo sempre por me decidir a ocupar o tempo com outra coisa.
Estou a viver num impasse. Sinto-me como se me arrastasse pelos dias, sem grande aprumo no que ando a fazer e sempre a correr de um lado para o outro. Não é que tenha realmente pressa de ir para algum lado, mas sinto-me como impelida por uma força que não se vê. Acho que se chama responsabilidade.
Acho que preciso de mudar de vida, como na canção do outro. Acho não, tenho a certeza. E ando a tentar aproveitar as coisas que surgem e que ainda tenho oportunidade de fazer, mas acho que não anda a correr muito bem. Mudei assim um bocadinho desde há uns meses para cá e depois de várias conversas com um amigo meu sobre como viver sem papar fretes, acho que estou no bom caminho. Claro que não agrada a toda a gente, mas, es lo que hay.
E há ainda muita coisa para aprender, há ainda muitas coisas nas quais me devo aperfeiçoar e há ainda muitas discussões que tenho de ter. Uma coisa de cada vez, um passo e depois o salto. :)
Resta dizer que estou feliz, ou bem, ou tranquila, ou bem disposta. Ou nada disto, mas também nada de mau. Estou assim, como há-de ir.
29 abril 2008
Constatações.
Nada Surf + Barcelona?
Sim.
Sol + Barcelona?
Sim.
Eu e vocês?
Sim.
Eu e tu?
Sempre.
"I'd like to return this spell
It's not my size
Your lies are so much bigger
Than my lies
And your ties are made of things
That shouldn't make ties
Oh fuck it (fuck it)
I'm gonna have a party!"
19 abril 2008
Chove como se não houvesse amanhã. Os dias parecem-me inúteis e deprimentes. Por mais planos que faça, nada corre de maneira adequada. E sinto-me a fraquejar. Sinto-me com vontade de ficar aqui sentada, sozinha, à espera de que voltes. À espera que entendas que sem ti não posso continuar; não consigo.
Estou numa fase complicada. Não gosto da maior parte daquilo que faço; não me sinto suficiente para nada; não tenho um ombro onde encostar a cabeça, no fim do dia; não posso falar de coisas importantes com pessoas de quem gosto; não tenho solução para nenhum dos meus problemas.
E sei, bem sei que não mudaria grande coisa se aqui estivesses. Mas, creio que teria mudado a forma em como chegámos até aqui. Eu, tu e todos eles. As coisas sucedem-se umas às outras e ninguém pára para pensar no que realmente aconteceu. Achas normal? Não sei se será esta a forma de lidar com isto.
Mas estou aqui, sim. Por agora, estou. Mas não quero estar... não quero sentir que perco mais tempo, que nada foi como tinha imaginado. E não, nada do que possas dizer me confortará. Desculpa, eu sei que nada disto é culpa tua. Sete anos é imenso tempo. Repara como, no final de contas, ninguém mudou para melhor.
Que saudades tenho tuas. Que saudades tenho do que representavas. Que saudades tenho do antes de tudo isto. Que saudades tenho deles. Que saudades de não saber tanto sobre tudo. Que saudades da inocência.
Temo que nada do que me lembro, tenha sido realmente assim.
É sufocante. Juro que sim. Eu odeio o mês de Abril.
I wonder how am I still here
And I don't want to move a thing
It might change my memory
(...)
And I won't go
I won't sleep
I can't breathe
Until you're resting here with me
(...)
And I won't leave
I can't hide
I cannot be
Until you're resting here with me
30 março 2008
Odeio o mês de Abril. Não sei porquê. Quer dizer, até sei.
É um ódio minimamente recente e cada ano gosto menos.
Acho que tem a ver com a maneira como se diz. E do "Abril, chuvas mil". Sempre me soou muito mal.
Abro a excepção para o "25 de Abril", porque já se disse tantas vezes que fica entranhado. E é sinónimo de coisas. Coisas boas, algumas. Não sei.
Manias parvas que as pessoas têm.
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